A África tornou-se violenta?
Não, a África nunca comandou os seus próprios destinos. Começando pela divisão em países impostas pelos europeus, que não respeitou tradições culturais, linguisticas e étnicas.
A imposição europeia para a divisão de África em países não tomou em consideração que aqueles povos milenares deviam ser respeitados tanto nas suas diferenças de como viam o seu próprio mundo - que os levavam a guerras e alianças entre tribos- como nos seus credos animistas.
A Europa passou por centenas de guerras entre culturas e etnias que a levou a criar fronteiras e linhas de defesa entre os beligerantes, criando-se assim, as fronteiras que hoje existem.
Em África, nada disto foi possível.
O desenvolvimento natural das culturas africanas sempre tiveram ingerência europeia e asiática, escravizando as populações, retirando-lhes todo o espírito de comunidade, fraternidade, quebrando alianças e criando novos inimigos entre eles próprios.
A África de hoje não é diferente.
O novo governante foi um aluno europeu, americano, russo ou chinês durante muitos anos e quase todos se ausentaram de África entre os 16 e 21 anos de idade, que é, quando o ser humano forma o seu intelecto, a sua personalidade e imana as imagens de referência que o guiará para a vida futura.
Contudo,essas imagens de reflexão referencial, raramente reflectem personalidades africanas, mas sim, os grandes pensadores europeus e americanos, etc.
Ao chegarem ao poder, implementam políticas de gestão governamental aprendidas fora d'Africa que não se diluem na mentalidade africana. Tudo piora, quando o novo governante é lusofono, pois aí se inclinará para a vivência inequivoca de tradicionais maus hábitos de governação e da corrupção crónica tolerada e, éticamente aceite pela sociedade portuguesa e brasileira.
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